Brasil Por Redação

Antídoto contra intoxicação por metanol já está disponível em nove estados do país

O Ministério da Saúde ampliou a distribuição do etanol farmacêutico, utilizado como antídoto no tratamento de intoxicações por metanol, alcançando agora nove estados brasileiros. A segunda remessa do medicamento começou a ser enviada nessa última terça-feira (7), somando 1.125 ampolas distribuídas em todo o país.

Receberam os novos lotes Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro. O estado paranaense foi o que mais recebeu, com 360 ampolas, seguido de Pernambuco, com 240. O envio faz parte de um plano emergencial articulado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que estrutura o estoque estratégico e garante reposição conforme a demanda dos estados. Outras 60 mil ampolas de etanol farmacêutico estão em processo de aquisição.

Além do etanol, o governo também comprou 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol, importado de uma empresa japonesa, que ainda doou outras 100 unidades. A previsão é que o lote chegue ao Brasil nesta semana e seja distribuído de acordo com a necessidade de cada região.

Até a última segunda-feira (6), o país registrava 217 notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas adulteradas, sendo 17 casos confirmados e 200 em investigação. Dois óbitos foram confirmados em São Paulo e outros 12 permanecem sob apuração, um no Mato Grosso do Sul, três em Pernambuco, seis em São Paulo, um na Paraíba e um no Ceará.

Como medida de transparência e prevenção, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro lançou nesta terça-feira (7) o painel Monitora RJ, que reúne dados sobre as notificações de intoxicação por metanol no estado. O sistema mostra o mapeamento dos casos suspeitos, confirmados e descartados, auxiliando as ações de saúde e segurança pública no combate às fraudes e adulterações de bebidas alcoólicas.

Segundo o Ministério da Saúde, o etanol farmacêutico atua como antídoto porque compete com o metanol na metabolização hepática, impedindo a formação de substâncias altamente tóxicas, como o formaldeído e o ácido fórmico. Já o fomepizol atua de forma semelhante, mas com maior especificidade e eficácia clínica.

Imagem: Ministério da Saúde