
Representantes da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, da Fundação Palmares e da Universidade Federal de Alagoas se reuniram nessa quinta-feira (9) com lideranças e religiosos de matriz africana para alinhar os preparativos das celebrações do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro.
O encontro, realizado na sede da Secult, na Praça dos Martírios, contou com representantes de mais de 30 casas e comunidades tradicionais de diferentes municípios. Durante a reunião, foram discutidos detalhes de transporte, alimentação e a organização das homenagens a Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra e da luta pela liberdade.
“O Dia da Consciência Negra é um momento de reafirmação da nossa história e da força do povo negro. Esse diálogo é fundamental para que possamos planejar cada etapa de forma organizada e participativa, garantindo que todas as comunidades possam estar presentes e representadas”, afirmou Milton Muniz, secretário de Estado da Cultura e Economia Criativa em exercício.
Perolina Lyra, superintendente de Patrimônio e Diversidade Cultural, destacou a importância de valorizar as tradições afro-brasileiras e fortalecer políticas culturais voltadas à igualdade racial.
“Estamos falando de uma logística complexa, que envolve o deslocamento e o acolhimento de mais de 30 casas de matriz africana vindas de várias regiões do estado. Esse alinhamento é fundamental para que tudo aconteça de forma harmoniosa e respeitosa”, explicou.
Ela também comentou sobre o aumento dos casos de intolerância religiosa e a importância de ações integradas para promover respeito e convivência entre diferentes crenças.
“Já estamos construindo, junto à Secretaria de Estado da Comunicação, uma campanha de combate à intolerância religiosa, que deve reforçar a mensagem de respeito, diversidade e liberdade de crença, valores que representam a essência de Alagoas, terra de Zumbi e da resistência”, acrescentou.
Mãe Mirian, Patrimônio Vivo de Alagoas, reforçou a força das comunidades negras e da tradição religiosa do estado:
“Nós somos o Axé dessa Alagoas. A nossa força está nos nossos terreiros e nos nossos orixás”, exaltou.
