Rio Grande do Norte Por Redação

Fátima Bezerra defende participação feminina em cargos de liderança durante painel na COP30

Imagem: Daniela Luquini

A governadora Fátima Bezerra defendeu a ampliação da presença das mulheres em espaços de poder e liderança durante sua participação no painel “Mulheres, Clima e Poder”, realizado nesta quinta-feira na COP30. No encontro, que reuniu figuras de destaque como Michelle Bachelet, a ministra Cármen Lúcia e Janja Lula da Silva, a governadora destacou que justiça climática e igualdade de gênero devem caminhar juntas na construção das políticas públicas. Ela afirmou ainda que o nome de Michelle Bachelet representa uma liderança global capaz de conduzir a ONU em um momento decisivo para o planeta.

Em sua fala, Fátima Bezerra ressaltou que a transição energética precisa considerar as desigualdades de gênero, raça e classe, e que os impactos da emergência climática recaem principalmente sobre mulheres em situação de vulnerabilidade social. A governadora reforçou que fortalecer a participação feminina na formulação e na execução de políticas ambientais é condição essencial para enfrentar os desafios do clima. Segundo ela, justiça climática e igualdade de gênero “são duas faces da mesma moeda”, especialmente em debates internacionais que envolvem governos, instituições e movimentos sociais.

A governadora também resgatou a trajetória de mulheres potiguares que marcaram a luta por direitos no Brasil, como Nísia Floresta, pioneira na defesa da educação feminina, Celina Guimarães, símbolo da conquista do voto para as mulheres, e Alzira Soriano, a primeira prefeita eleita no país. Fátima destacou que, assim como essas lideranças históricas, as mulheres brasileiras seguem exercendo papel determinante na defesa da democracia, da ciência e de políticas inclusivas, enfrentando o negacionismo e o obscurantismo que marcaram períodos recentes.

Ao lado de ministras, parlamentares, lideranças indígenas e especialistas, Fátima Bezerra integrou um debate que reforçou a urgência de garantir mais representatividade nos espaços de decisão e assegurar que a agenda climática avance com justiça social, inclusão e perspectiva de gênero.