Brasil Por Redação

Bolsonaro cita paranoia em audiência de custódia e tem prisão mantida

Imagem: Fábio Pozzebom | Agência Brasil

A juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino homologou na tarde deste domingo o cumprimento do mandado de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, após audiência de custódia realizada por videoconferência. A magistrada concluiu que não houve qualquer irregularidade por parte da Polícia Federal no momento da detenção.

Durante a audiência, Bolsonaro admitiu que mexeu na tornozeleira eletrônica e atribuiu o episódio a uma “certa paranoia” causada pela interação inadequada entre medicamentos prescritos por diferentes médicos, citando o anticonvulsivante pregabalina e o antidepressivo sertralina. Ele disse que não tinha intenção de fugir e que não chegou a romper o equipamento, afirmando ter parado assim que “caiu na razão” e comunicado os agentes responsáveis por sua custódia.

Bolsonaro também comentou a vigília convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, afirmando que o ponto de encontro ficava a cerca de 700 metros de sua residência e que não haveria possibilidade de criar tumulto capaz de facilitar uma fuga. O STF fixou para as 16h30 deste domingo o prazo final para que a defesa se manifeste sobre a tentativa de violação da tornozeleira. Nesta segunda-feira, a Primeira Turma, convocada extraordinariamente pelo ministro Flávio Dino, analisará o referendo da prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes.

O ex-presidente foi preso preventivamente neste sábado após Moraes apontar risco de fuga diante da tentativa de manipulação da tornozeleira e da convocação da vigília. Bolsonaro havia solicitado prisão domiciliar humanitária, mas o pedido foi negado. Condenado a 27 anos e três meses no processo da trama golpista, ele está na fase final de recursos, que se encerram também neste domingo. Caso sejam rejeitados, as penas poderão começar a ser executadas já nas próximas semanas. Com informações da Agência Brasil.