Brasil Por Redação

Inflação de 2025 deve ficar abaixo do teto da meta e fecha projeção em 4,46%, aponta Focus

Imagem: Antônio Cruz | Agência Brasil

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda apresenta, pela segunda semana seguida, uma expectativa de inflação abaixo do teto da meta para 2025. O mercado financeiro projeta que o IPCA encerrará o ano em 4,46%, sustentando um cenário de desaceleração já observado após o resultado de outubro, quando a inflação foi de 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998. Com isso, o acumulado em 12 meses caiu para 4,68%, ficando novamente abaixo de 5% após oito meses.

As previsões para o Produto Interno Bruto foram mantidas, indicando crescimento de 2,16% em 2025, seguido de 1,78% em 2026 e 1,88% em 2027. A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%, o que coloca a projeção atual dentro do intervalo permitido. O IPCA esperado há quatro semanas era de 4,56%, recuando para 4,46% na semana passada e repetindo o movimento nesta edição. Para os anos seguintes, o mercado prevê inflação de 4,18% em 2026 e 3,80% em 2027.

A taxa Selic, mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária na última reunião, segue como instrumento central para o controle dos preços. O Banco Central afirma que o cenário internacional ainda apresenta incertezas, especialmente pela condução da política econômica nos Estados Unidos, enquanto no Brasil a inflação continua acima do centro da meta, o que tende a sustentar juros elevados por mais tempo. Há 22 semanas as projeções indicam que a Selic deve encerrar 2025 no mesmo patamar, mas a estimativa para 2026 caiu para 12% ao ano. Para 2027, o mercado mantém expectativa de 10,5%.

No câmbio, as previsões se mantêm estáveis, com o dólar projetado a R$ 5,40 no fim de 2025 e R$ 5,50 tanto para 2026 como para 2027. Com informações da Agência Brasil.