
O vice presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, elogiou nesta sexta feira, 6, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que determinou a suspensão do pagamento dos chamados penduricalhos a servidores públicos. Esses benefícios permitem que remunerações ultrapassem o teto constitucional do funcionalismo, atualmente fixado em R$ 46,3 mil. A medida vale para os Três Poderes.
A declaração foi feita durante palestra no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo, na capital paulista. Alckmin afirmou ter recebido a notícia com satisfação e classificou a decisão como importante para o país. Segundo ele, os valores pagos acima do teto impactam diretamente a população, que arca com a carga tributária. O ministro destacou que grande parte da arrecadação vem de impostos indiretos, que pesam proporcionalmente mais sobre os mais pobres.
Ao comentar o tema, Alckmin defendeu que medidas voltadas à racionalização dos gastos públicos devem ser valorizadas. Para ele, a suspensão dos pagamentos que extrapolam o teto contribui para maior equilíbrio e justiça no uso dos recursos públicos, especialmente em um cenário de demandas sociais crescentes.
Durante o encontro com sindicalistas, o vice presidente também ressaltou a importância da democracia e das instituições. Ele afirmou que diferenças ideológicas fazem parte do processo político, mas que o respeito às regras democráticas é o que realmente distingue as posições. Alckmin acrescentou que países que alcançaram maior desenvolvimento foram aqueles que consolidaram instituições fortes e uma sociedade civil organizada.
