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Trump diz que não pedirá desculpas por vídeo com conteúdo racista envolvendo casal Obama

Imagem: Habibistan | Pixabay

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (7) que não viu o trecho de teor racista no vídeo que publicou em uma rede social e declarou que não pedirá desculpas pela postagem. O conteúdo, que mostrava o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama com corpos de macacos, provocou forte reação política, inclusive entre aliados republicanos.

Questionado por jornalistas enquanto embarcava no avião presidencial, Trump disse que analisou apenas o início do material e que “estava tudo bem”. Segundo ele, o vídeo foi uma republicação feita por terceiros e o trecho controverso teria passado despercebido por sua equipe. “Eu não cometi nenhum erro”, declarou. Apesar de classificar o conteúdo como inadequado, o presidente afirmou que não considera necessário se desculpar.

A publicação foi apagada após a repercussão negativa. O vídeo, com cerca de um minuto de duração, reunia teorias da conspiração sobre as eleições de 2020 e, nos segundos finais, incluía a imagem de Obama e Michelle em corpos de macacos. Obama foi o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos.

A reação veio não apenas de adversários democratas, mas também de integrantes do próprio Partido Republicano. O senador Tim Scott, único republicano negro em exercício no Congresso, afirmou ter rezado para que o vídeo fosse falso, classificando-o como “a coisa mais racista” já vista vinda da Casa Branca. O deputado Mike Lawler também condenou a publicação e defendeu um pedido formal de desculpas.

O episódio ocorre em meio a uma série de postagens de Trump reiterando acusações já desmentidas de fraude nas eleições presidenciais de 2020, quando foi derrotado por Joe Biden. Entre as alegações está a de que a empresa Dominion Voting Systems teria manipulado resultados, afirmação que motivou um acordo extrajudicial de US$ 787 milhões entre a empresa e a Fox News, encerrando um processo por difamação.

A nova controvérsia surge em um momento delicado para o presidente, às vésperas das eleições legislativas de novembro, quando analistas apontam risco de perda da maioria republicana no Congresso. No último fim de semana, o democrata Taylor Rehmet venceu uma disputa por uma cadeira no Senado estadual do Texas que estava sob controle republicano há décadas, resultado citado por especialistas como sinal de possível mudança no cenário eleitoral.