Brasil Por Redação

Carnaval acende alerta para risco de metanol em bebidas adulteradas

Casos de intoxicação e mortes associados ao consumo de bebidas contaminadas por metanol levaram autoridades sanitárias a reforçar a fiscalização e os alertas durante o período de carnaval em diversos estados brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, em 2025 foram confirmados 76 casos de intoxicação por metanol no país, com 25 mortes, além de ocorrências ainda em investigação. Em 2026, até o início de fevereiro, já havia sete casos confirmados e outros sob apuração.

O estado de São Paulo concentrou o maior número de ocorrências, com dezenas de casos e mortes registradas em diferentes municípios. Autoridades reforçam que o consumo de bebidas adulteradas pode provocar cegueira irreversível, falência renal e até morte. Em Pernambuco, foram confirmados casos com óbitos no fim de 2025, e a vigilância sanitária intensificou inspeções em bares, ambulantes e eventos. Já na Bahia e no Paraná também houve registros fatais, enquanto o Mato Grosso mantém monitoramento reforçado.

O metanol é um álcool altamente tóxico que pode estar presente em bebidas falsificadas ou de procedência desconhecida. Após a ingestão, o organismo o transforma em substâncias que atacam o sistema nervoso e podem provocar acidose metabólica grave. Os sintomas iniciais incluem tontura, náuseas, dor abdominal e confusão mental. Entre seis e 24 horas depois, podem surgir alterações visuais, convulsões e perda de consciência.

Autoridades recomendam consumir apenas bebidas de procedência conhecida, verificar lacres e rótulos, evitar misturas vendidas em recipientes improvisados e desconfiar de preços muito abaixo do mercado. Em caso de sintomas incomuns após ingestão de álcool, a orientação é procurar atendimento médico imediato e informar a suspeita de bebida adulterada.