As canetas de medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy, estão aumentando não apenas as vendas desses produtos, mas também o consumo de outros itens nas farmácias. Segundo o CEO da Pague Menos, para cada R$ 1 gasto com as canetas, os clientes desembolsam, em média, outros R$ 8,14 em produtos, incluindo medicamentos, suplementos e alimentos.
A Pague Menos fatura cerca de R$ 134 milhões por mês apenas com as canetas, valor equivalente a 10% da receita da rede. O crescimento das vendas, porém, também traz custos adicionais para as farmácias. Os medicamentos precisam ser armazenados em câmaras frias, enquanto os roubos podem gerar prejuízos de até R$ 100 mil por loja.
O mercado também passa por mudanças com a expansão das vendas digitais. A Anvisa autorizou plataformas como iFood e Rappi, além de marketplaces como Mercado Livre, Americanas e Shopee, a comercializar e entregar medicamentos. A operação, no entanto, ainda depende de regulamentação específica para funcionar.
