O Google decidiu restringir, por enquanto, o acesso ao Gemini 4 Argon, seu modelo de inteligência artificial considerado mais potente, a um grupo selecionado de especialistas em cibersegurança. A empresa afirmou que a liberação gradual busca reduzir os riscos de uso indevido da tecnologia, que tem recursos avançados para engenharia de software, trabalhos jurídicos e financeiros e defesa cibernética.
A companhia informou que também concedeu voluntariamente ao governo dos Estados Unidos acesso antecipado ao modelo e que pretende reunir avaliações de especialistas antes de disponibilizá-lo ao público. A medida ocorre em um momento de preocupação com a possibilidade de sistemas de IA avançados serem usados para ataques contra bancos, hospitais e órgãos governamentais.
O anúncio foi feito um dia após o presidente Donald Trump receber dirigentes de empresas de IA na Casa Branca, entre eles Sundar Pichai, do Google, e Dario Amodei, da Anthropic. Na ocasião, executivos do setor assinaram um acordo voluntário para monitorar os riscos relacionados aos próprios sistemas de inteligência artificial.
