Brasil Por Redação

Marinho defende discussão sobre jornada de trabalho e fortalecimento dos sindicatos

Imagem: Fábio Pozzebom | Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira a ampliação do debate sobre o fim da escala seis por um e sobre o financiamento das entidades sindicais, durante a abertura da Etapa São Paulo da II Conferência Nacional do Trabalho, realizada na capital paulista. Segundo o ministro, o encontro deve contribuir para a formulação de propostas capazes de responder a demandas da sociedade, especialmente relacionadas às condições de trabalho e à negociação entre empregados e empregadores.

Marinho afirmou que o parlamento tem papel central na construção das legislações trabalhistas, mas ressaltou a importância de preservar espaços de diálogo entre sindicatos, trabalhadores e setor empresarial. A Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso segue em tramitação no Congresso Nacional, e o ministro avaliou que o tema precisa ser enfrentado com base em negociação e consenso.

Outro ponto destacado foi a necessidade de garantir sustentabilidade financeira aos sindicatos, para que possam exercer plenamente a representação das categorias. Para o ministro, sem condições adequadas de financiamento, as entidades têm dificuldade em atuar na defesa dos direitos dos trabalhadores. Ele também chamou atenção para as transformações aceleradas no mercado de trabalho, impulsionadas pela inteligência artificial, e defendeu políticas de qualificação profissional para enfrentar os desafios desse novo cenário.

Durante o evento, também foram apresentados dados do Diagnóstico do Trabalho Decente de São Paulo, que apontam taxa de formalização acima da média nacional, mas ainda com milhões de trabalhadores na informalidade. O relatório evidencia desigualdades salariais entre homens e mulheres, brancos e negros, além da persistência do trabalho infantil no estado. Marinho destacou que a promoção da igualdade no mercado de trabalho exige esforço coletivo e mudanças culturais, inclusive no enfrentamento da violência contra a mulher.