
Uma pesquisa conduzida pela Meta Platforms revelou que 19% dos usuários do Instagram entre 13 e 15 anos relataram ter visto “nudez ou imagens sexuais” que não queriam ver na plataforma. O dado consta em documentos judiciais tornados públicos em um processo federal na Califórnia.
Os trechos divulgados incluem partes do depoimento prestado em março de 2025 por Adam Mosseri, chefe do Instagram. Segundo o documento, a estatística é baseada em uma pesquisa realizada em 2021 com adolescentes sobre suas experiências no aplicativo, e não em uma análise direta do conteúdo publicado na rede.
Ainda de acordo com o depoimento, cerca de 8% dos adolescentes entrevistados afirmaram ter visto alguém se automutilar ou ameaçar fazê-lo dentro da plataforma.
A empresa enfrenta uma série de ações judiciais nos Estados Unidos, movidas por milhares de famílias e governos estaduais, que acusam a companhia de desenvolver produtos potencialmente viciantes e de contribuir para uma crise de saúde mental entre menores.
Outro documento anexado ao processo, datado de janeiro de 2021, mostra que um pesquisador da Meta recomendou que a empresa priorizasse adolescentes como público estratégico, descrevendo-os como “catalisadores” dentro de seus lares, com influência sobre irmãos mais novos e pais no uso do aplicativo.
A Meta afirmou que, no fim de 2025, adotou medidas para remover, das contas de adolescentes, imagens e vídeos com nudez ou atividade sexual explícita, inclusive conteúdos gerados por inteligência artificial, com exceções para materiais médicos e educacionais. A empresa também destacou que grande parte do conteúdo explícito circula por meio de mensagens privadas, o que envolve desafios relacionados à privacidade dos usuários.
A companhia declarou que continua trabalhando para aprimorar suas ferramentas de segurança e proteção para adolescentes na plataforma.
Com informações da Reuters
