
Com o avanço das tecnologias e a presença cada vez maior das telas no cotidiano, especialistas têm alertado sobre os impactos desse novo estilo de vida no desenvolvimento infantil. Pediatras e psicólogos reforçam que o equilíbrio entre o uso de dispositivos digitais e atividades fora de casa é essencial para garantir uma infância saudável.
A pediatra Renata Aniceto, da Sociedade Brasileira de Pediatria, afirma que o excesso de tempo em frente às telas está diretamente relacionado ao aumento de casos de ansiedade, déficit de atenção e dificuldades de socialização. Segundo ela, os pais também precisam reduzir o próprio uso de celulares para fortalecer o vínculo familiar. “Hoje, pais e filhos estão conectados, mas emocionalmente distantes. As brincadeiras ao ar livre, os jogos de tabuleiro e a convivência familiar precisam voltar a fazer parte da rotina”, destacou.
Para a psicóloga Angela Uchoa Branco, da Universidade de Brasília, o brincar é parte essencial da formação cognitiva e emocional das crianças. Ela recomenda que o tempo livre seja preenchido com atividades presenciais, leitura e contato com a natureza. “Brincar é aprender a lidar com o outro, desenvolver empatia, imaginação e criatividade. Livros, histórias e o convívio ao ar livre são ferramentas poderosas de desenvolvimento”, ressaltou.
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças de até 2 anos não tenham contato com telas e que, entre 6 e 10 anos, o uso seja limitado a no máximo duas horas por dia, sempre com supervisão. Além disso, o sono de qualidade e uma alimentação equilibrada continuam sendo pilares para o desenvolvimento saudável. Especialistas defendem que o exemplo dos pais é determinante para que os filhos adotem hábitos mais equilibrados, com mais brincadeiras e menos tempo diante das telas.
