Destaque Por Redação

Governo de Pernambuco promove campanha contra o desaparecimento de crianças e adolescentes e o tráfico de pessoas

Visando alertar a população sobre o desaparecimento de crianças e adolescentes e o tráfico de pessoas, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH) e a Federação Pernambucana de Futebol (FPF), em parceria com o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Esportes (Sesp) e da Secretaria da Criança e Juventude (SCJ), promoveram uma mobilização conjunta na Ilha do Retiro, na Zona Oeste do Recife, durante o Clássico dos Clássicos entre o Sport Club do Recife e o Clube Náutico Capibaribe.

A ação integrou a campanha “Esse time precisa voltar pra casa” e levou informação e conscientização ao público presente no estádio. Desde os portões principais de acesso, torcedores receberam panfletos com orientações e o número do Disque 100, reforçando que denunciar é um ato de proteção. Cada material entregue foi também um convite à reflexão: por trás de cada número, existe uma história, um quarto arrumado à espera e uma família que não perde a esperança.

Dentro de campo, cadeiras vazias com brinquedos simbolizaram as crianças que ainda não voltaram para casa. Jogadores vestiram camisas com o Disque 100 e a frase “Toda ausência tem um nome”, enquanto faixas, anúncios sonoros e o painel do estádio reforçaram o slogan da campanha. A entrada de crianças com bandeiras e camisetas alusivas à ação destacou que proteger a infância é uma responsabilidade coletiva.

Para a secretária da SJDH, Joanna Figueirêdo, a ação traduz o compromisso do Estado com a prevenção e o enfrentamento ao desaparecimento de crianças e adolescentes. “Quando falamos que esse time precisa voltar para casa, estamos falando de vidas reais. De mães, pais, avós e irmãos que convivem diariamente com a ausência. Usar a força do futebol para ampliar essa mensagem é uma forma de dizer a essas famílias que elas não estão sozinhas”, afirmou a titular da pasta.

“O futebol mobiliza multidões e emociona. Se podemos usar essa força para salvar vidas e ampliar a conscientização, então estamos cumprindo um papel que vai muito além das quatro linhas”, explicou o diretor de competições da FPF, Gustavo Sampaio.

Foto: SJDH/Divulgação