Brasil Por Redação

Adaptação climática deve ser prioridade da COP30, afirma presidente da conferência

Imagem: Diogo Zacarias

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), afirmou nesta segunda-feira (3), em São Paulo, que a adaptação climática deve ser tratada como prioridade absoluta durante o encontro que ocorre neste mês em Belém, no Pará. Segundo ele, a aceleração dos efeitos da crise climática demanda ações urgentes para minimizar impactos diretos sobre populações no mundo inteiro.

Corrêa do Lago destacou que, tradicionalmente, as negociações climáticas se dividem entre mitigação, que busca reduzir a emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global, e adaptação, que envolve estratégias para lidar com os efeitos já em curso. O embaixador ressaltou que, diante da intensificação de eventos climáticos extremos, a adaptação passou a ser vista de forma mais urgente. “A população sente diretamente esses impactos. Por isso, adaptação é uma prioridade absoluta dessa COP”, afirmou.

A poucos dias da abertura da conferência, pouco mais de 60 países apresentaram suas metas atualizadas de mitigação, conhecidas como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). Corrêa do Lago avaliou que o atraso está relacionado à complexidade de elaborar compromissos que sejam, ao mesmo tempo, ambiciosos e viáveis. Segundo ele, muitos governos buscam garantir que as metas apresentadas possam de fato ser cumpridas.

O embaixador também comentou a expectativa do governo brasileiro de alcançar até US$ 10 bilhões em investimentos públicos internacionais para o Fundo Tropical das Florestas (TFFF) até o fim da presidência brasileira na COP. O mecanismo prevê a compensação financeira a países que preservam florestas tropicais. Para Corrêa do Lago, se a meta for atingida, será um avanço significativo na criação de instrumentos econômicos que atribuam valor às florestas em pé.