Brasil Por Redação

Ato em São Paulo relembra os 56 anos da morte de Carlos Marighella

Imagem: Divulgação

Militantes de direitos humanos participaram nesta terça-feira (4) de um ato em homenagem ao político, escritor e guerrilheiro Carlos Marighella, em São Paulo. A manifestação ocorreu na Alameda Casa Branca, local onde Marighella foi morto por agentes da ditadura militar em 1969, durante uma emboscada do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).

O filho de Marighella, Carlos Augusto, esteve presente e destacou, em discurso, a convivência com a militante Clara Charf, companheira de seu pai, que morreu nesta segunda-feira (3). Ele afirmou que a manifestação mantém viva a memória do episódio e do legado político de Marighella. “Meu pai foi assassinado aqui, mas o que permanece é a história que ele deixou e a forma como inspira muitas pessoas ainda hoje”, disse.

Também participou do ato o ex-preso político Maurice Politi, do Núcleo de Preservação da Memória Política, que relembrou a trajetória de Marighella na resistência ao regime militar. O baiano, que havia sido eleito deputado federal em 1946, teve o mandato cassado no governo Dutra e passou a atuar na clandestinidade após o golpe de 1964. Em 1968, tornou-se um dos fundadores da Ação Libertadora Nacional (ALN).

A morte de Marighella completa 56 anos neste mês. Nos últimos anos, sua história voltou ao debate público com o lançamento do filme Marighella, dirigido por Wagner Moura, cuja exibição comercial no Brasil ocorreu apenas em 2021, após entraves regulatórios durante o governo Jair Bolsonaro.