
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira no Hemorio, no Rio de Janeiro, a ampliação de 30 por cento na capacidade nacional de aproveitamento de plasma sanguíneo. O avanço será possível graças à compra de 604 equipamentos de alta tecnologia, que começaram a chegar às unidades de saúde e serão instalados até o primeiro trimestre de 2026. A medida deve gerar economia anual de 260 milhões de reais ao reduzir a necessidade de importação de medicamentos derivados do plasma, área em que o Brasil ainda enfrenta dependência externa.
O plasma é matéria-prima essencial para a produção de medicamentos utilizados no tratamento de hemofilia, imunodeficiências, doenças autoimunes e em cirurgias de grande porte. Segundo Padilha, a ampliação permitirá maior autonomia ao sistema público e reforça a segurança para pacientes que dependem de hemoderivados. O investimento, de 116 milhões de reais pelo Novo PAC Saúde, vai beneficiar 125 serviços de hemoterapia em 22 estados, com a aquisição de blast-freezers, ultrafreezers e freezers para congelamento rápido e ultrarrápido.
Com a expansão, a nova fábrica da Hemobrás poderá operar em plena capacidade, processando até 500 mil litros de plasma por ano. O Ministério da Saúde também informou que a oferta de plasma na rede pública cresceu 288 por cento nos últimos três anos, passando de 62,3 mil para 242,1 mil litros. O anúncio ocorre durante a semana nacional do doador de sangue, período em que a pasta reforça a importância da doação voluntária. Em 2024, foram coletadas mais de 3,3 milhões de bolsas em todo o país, embora apenas 13 por cento do plasma coletado seja utilizado diretamente em transfusões, o que abre margem para ampliar a produção de hemoderivados.
