
A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) apresentou nesta segunda-feira a nova Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (Epanb) 2025–2030, documento que orientará as políticas ambientais brasileiras pelos próximos cinco anos. A atualização estabelece 234 ações voltadas à recuperação, conservação e manejo dos biomas nacionais, com metas alinhadas ao Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, aprovado na COP15.
Entre os objetivos centrais, o plano prevê a recuperação de ao menos 30% das áreas degradadas em todos os biomas, a conservação efetiva de pelo menos 30% das zonas terrestres, costeiras e marinhas, além da proteção de 80% da Amazônia. A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, Rita Mesquita, destacou que a nova Epanb funciona como um marco estruturante da política ambiental, equivalente ao Plano Clima, e é agora vinculada à legislação nacional, deixando de ser apenas uma iniciativa facultativa.
O Brasil concentra entre 10% e 15% da biodiversidade mundial, com mais de 47 mil espécies de plantas e cerca de 120 mil espécies de fauna. Para o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, a robustez da biodiversidade brasileira reforça tanto o valor ambiental do país quanto a urgência em frear o avanço das espécies ameaçadas. A elaboração do plano envolveu mais de 20 ministérios e 50 instituições, em um processo iniciado em 2023 que consolidou instrumentos e políticas já existentes para orientar ações de governo e sociedade.
