Brasil Por Redação

Mercado financeiro reduz previsão de inflação para 2026, aponta Boletim Focus

Imagem: Marcello Casal Jr | Agência Brasil

O mercado financeiro revisou para baixo a projeção de inflação no Brasil para o ano de 2026. Segundo dados do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 19, pelo Banco Central, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo passou para 4,02%, abaixo dos 4,05% estimados na semana anterior e dos 4,06% projetados há um mês. O IPCA é o indicador oficial da inflação no país.

Para os anos seguintes, as projeções permanecem estáveis. A inflação esperada para 2027 segue em 3,80%, enquanto para 2028 a estimativa é de 3,50%, números que não sofrem alteração há 11 semanas consecutivas. A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2025 e 2026 é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o IPCA de dezembro teve alta de 0,33%, acima dos 0,18% registrados em novembro. Com isso, a inflação acumulada de 2025 fechou em 4,26%, permanecendo dentro do limite máximo da meta estabelecida pelo governo.

Em relação à taxa básica de juros, o mercado manteve a projeção de Selic em 12,25% ao final de 2026, patamar que se repete há quatro semanas. Atualmente, a taxa está em 15%, o maior nível desde julho de 2006. Para 2027, a expectativa é de queda para 10,50%, estimativa que permanece inalterada há quase um ano. Já para 2028, houve uma leve revisão para cima, com a Selic projetada em 10%.

As projeções para o crescimento econômico também seguem estáveis. O mercado financeiro estima que o Produto Interno Bruto do Brasil cresça 1,80% em 2026, mesma taxa projetada para 2027. Para 2028, a expectativa é de expansão de 2%. No câmbio, a previsão é de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50, valor mantido há 14 semanas, com projeção semelhante para 2027 e leve alta para R$ 5,52 em 2028.