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Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira

Imagem: Marcelo Camargo | Agência Brasil

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começou a ser pago nesta segunda-feira aos trabalhadores brasileiros. O valor já aparece nos contracheques referentes ao mês de janeiro e representa um reajuste de 6,79 por cento em relação ao piso anterior, equivalente a um aumento de R$ 103. A correção foi oficializada por decreto presidencial e segue a política de valorização que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto, dentro dos limites definidos pelo arcabouço fiscal.

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social já começaram a receber o novo valor desde o fim de janeiro, conforme o calendário de pagamentos escalonado pelo número final do benefício. O salário mínimo de 2026 corresponde a R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora trabalhada, servindo como base para uma série de benefícios trabalhistas e previdenciários em todo o país.

O impacto do reajuste é amplo. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, cerca de 61,9 milhões de pessoas têm rendimentos atrelados ao piso nacional. A estimativa é que o aumento injete mais de R$ 80 bilhões na economia ao longo do ano, ao mesmo tempo em que pressiona as contas públicas, principalmente na Previdência Social, que deve ter aumento de despesas bilionárias com benefícios vinculados ao mínimo.

O novo valor também altera contribuições e benefícios. Aposentadorias, pensões e auxílios pagos pelo INSS no valor do piso passam a R$ 1.621, enquanto benefícios acima do mínimo têm reajuste menor, baseado apenas na inflação. As faixas de contribuição previdenciária para trabalhadores com carteira assinada, autônomos, contribuintes facultativos e microempreendedores individuais também foram atualizadas, assim como os valores do seguro desemprego e do salário família, que usam o mínimo como referência para cálculo e pagamento.