BrasilDestaque Por Redação

Oruam é considerado foragido após descumprir regras de monitoramento eletrônico

Imagem: Oruam

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido da Justiça após a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determinar sua prisão. A decisão foi tomada depois que relatórios oficiais apontaram sucessivas violações das medidas cautelares impostas ao artista, que respondia em liberdade mediante o uso de tornozeleira eletrônica. A Polícia Civil informou que esteve na residência do cantor para cumprir o mandado, mas ele não foi localizado.

Oruam é réu em uma ação penal que apura tentativa de homicídio qualificado e havia obtido liberdade por meio de liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça. No entanto, o próprio STJ revogou a decisão após receber informações da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro sobre o descumprimento das regras judiciais. De acordo com os registros, o cantor deixou de cumprir o recolhimento domiciliar noturno em diversas ocasiões e apresentou um histórico de negligência com o equipamento de monitoramento.

Segundo a Seap, o artista acumula 66 violações relacionadas à tornozeleira eletrônica desde o início do uso do dispositivo, em setembro do ano passado. Apenas em 2026, foram registradas 21 ocorrências consideradas graves. A maioria dos problemas envolve a falta de carregamento da bateria, o que impede o rastreamento. O equipamento atual estaria desligado desde o último domingo. A tornozeleira anterior, substituída em dezembro, foi encaminhada à perícia, que identificou dano eletrônico possivelmente causado por impacto.

Diante do histórico de descumprimento, o Ministério Público pediu a prisão preventiva, argumentando que as medidas alternativas não estavam sendo respeitadas. Com a revogação da liminar do STJ, a juíza Tula Corrêa de Mello determinou a retomada da prisão para garantir a ordem pública e o andamento do processo. Oruam é acusado de participar de uma agressão contra dois policiais civis durante o cumprimento de um mandado judicial em sua residência, em julho do ano passado. Outros quatro homens também respondem ao processo.