Brasil Por Redação

Geraldo Alckmin diz que tarifa global dos Estados Unidos não tira competitividade do Brasil

Imagem: Júlio César Silva | MDIC

O presidente em exercício afirmou que o Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo governo norte-americano, pois a taxa será aplicada de forma uniforme a todos os países exportadores. Segundo ele, a medida mantém condições iguais de disputa no mercado dos Estados Unidos e pode até abrir espaço para ampliar o comércio bilateral.

A declaração ocorre após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais tarifas anteriores impostas unilateralmente pelo presidente Donald Trump com base em poderes de emergência. O julgamento anulou parte relevante das sobretaxas que chegavam a elevar tarifas sobre produtos brasileiros a até 50%, o que reduz barreiras e melhora o ambiente para exportações.

Alckmin destacou que setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com o novo cenário. Produtos estratégicos como aço e alumínio ainda dependem de desdobramentos jurídicos ligados à Seção 232 da legislação americana, que permite tarifas por razões de segurança nacional.

O vice-presidente também ressaltou que o Brasil não figura entre os países que geram déficit comercial para os EUA e defendeu a continuidade das negociações. Especialistas avaliam que a redução das barreiras pode favorecer as exportações brasileiras, influenciar o fluxo de investimentos e reduzir pressões inflacionárias nos Estados Unidos ao baratear produtos importados.