
Dados da primeira etapa do Censo Escolar 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, mostram que 25,8% das matrículas presenciais na rede pública são em tempo integral. O índice confirma que um em cada quatro estudantes da educação básica pública permanece na escola por pelo menos 7 horas diárias ou 35 horas semanais.
Entre 2021 e 2025, o percentual cresceu 10,7 pontos percentuais, passando de 15,1% para 25,8%. Com isso, o país atinge a meta estabelecida no Plano Nacional de Educação, que previa atendimento de ao menos 25% dos alunos da rede pública em tempo integral.
Ensino médio lidera crescimento
O maior avanço ocorreu no ensino médio: as matrículas em tempo integral passaram de 16,7% em 2022 para 26,8% em 2025.
No ensino fundamental, os anos finais (6º ao 9º ano) registraram 23,7%, enquanto os anos iniciais (1º ao 5º ano) chegaram a 20,9%. Na pré-escola, o percentual é de 18,3%.
Ao todo, foram abertas 923 mil novas matrículas em apenas um ano, superando 8,8 milhões de estudantes atendidos na rede pública nessa modalidade.
Estratégia educacional
A modalidade de tempo integral busca promover o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, ampliando experiências educativas, culturais, esportivas e sociais dentro e fora da escola.
Para especialistas, o desafio agora é garantir qualidade pedagógica. A superintendente do Itaú Social, Patricia Mota Guedes, avalia que a ampliação precisa estar associada a currículos diversificados e projetos que fortaleçam tanto as aprendizagens cognitivas quanto o desenvolvimento socioemocional.
Investimentos federais
Segundo o MEC, os resultados refletem o investimento de R$ 4 bilhões no Programa Escola em Tempo Integral, criado em 2023 para apoiar estados e municípios na expansão das matrículas.
O Censo Escolar, realizado anualmente pelo Inep, reúne informações sobre escolas públicas e privadas de todo o país, abrangendo ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.
Com informações da Agência Brasil
