Consumir menos açúcar nos primeiros anos de vida pode estar associado a um menor risco de desenvolver demência décadas depois, de acordo com um estudo da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, em Guangzhou, na China, publicado na revista Neurology. Os pesquisadores identificaram que pessoas cujas mães ingeriram menos açúcar durante a gestação e que também tiveram menor consumo da substância na infância apresentaram até 23% menos risco de desenvolver demência na vida adulta. Entre aqueles que foram diagnosticados com a doença, os sintomas surgiram, em média, 2,6 anos mais tarde.
A pesquisa acompanhou cerca de 65 mil britânicos nascidos nas décadas de 1940 e 1950, durante o período de racionamento de açúcar no Reino Unido após a Segunda Guerra Mundial. Segundo Jiazhen Zheng, especialista da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, os resultados sugerem que a alimentação nos primeiros anos de vida pode provocar efeitos de longo prazo na saúde cerebral. “Limitar o consumo de açúcar nos primeiros estágios da vida pode trazer benefícios duradouros para a saúde cerebral”, afirmou.
Os cientistas ressaltam, no entanto, que o estudo é observacional e não comprova que reduzir o consumo de açúcar previne diretamente a demência.
