
O Ministério da Saúde realizará no sábado (8) o Dia D de mobilização contra a dengue em todo o país. A ação integra a campanha nacional “Não Dê Chance para Dengue, Zika e Chikungunya” e busca reforçar as medidas de prevenção e enfrentamento ao Aedes aegypti, envolvendo gestores públicos, profissionais de saúde e a população.
Ao anunciar a mobilização, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que, mesmo com a redução dos casos neste ano, o período entre novembro e maio é historicamente marcado pelo aumento das infecções. Até o momento, 2025 registra 1,6 milhão de casos prováveis de dengue e 1.688 mortes, índices 75% e 72% menores que os do mesmo período do ano anterior. Apesar da queda, o ministério alerta para a necessidade de atenção, especialmente em municípios que já se encontram em estado de alerta.
Dados da vigilância mostram que mais de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências, em locais como vasos de plantas, caixas d’água, calhas, pneus e depósitos de água. As cinco unidades da federação com maior número de casos prováveis são São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, sendo que o estado de São Paulo concentra a maior parte dos óbitos confirmados.
O Ministério da Saúde afirmou que a rede pública está sendo preparada para um possível aumento de casos, com reforço na assistência, instalação de centros de hidratação e envio de insumos, incluindo larvicidas e nebulizadores. Equipes da Força Nacional do SUS também devem atuar em regiões com alta incidência.
A principal expectativa para o enfrentamento da dengue é a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com uma fabricante chinesa. Segundo Alexandre Padilha, a previsão é que a Anvisa conclua a análise e aprove o imunizante até o fim deste ano, permitindo que as primeiras doses sejam aplicadas a partir de 2026. A estimativa é que 40 milhões de doses sejam entregues no próximo ano, com critérios de distribuição definidos pelo Programa Nacional de Imunizações.
