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Anvisa suspende venda de glicose e importação de radiofármacos após detecção de irregularidades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, distribuição e uso de um lote do medicamento Glicose 25% Solução Injetável, fabricado pela empresa Samtec Biotecnologia Ltda. A decisão foi publicada após a constatação de desvio de qualidade nas ampolas, que apresentavam material escuro misturado ao líquido do medicamento. O recolhimento atinge exclusivamente o lote com validade até 31 de julho de 2026, composto por caixas com 200 ampolas de 10 mililitros.

O problema foi identificado pela Vigilância Sanitária de Joinville, em Santa Catarina, que emitiu um parecer técnico alertando sobre o risco à segurança dos pacientes. A Anvisa reforçou que o uso de produtos com alteração em sua composição pode representar risco grave à saúde e deve ser imediatamente interrompido pelas unidades de saúde e farmácias que ainda possuam o lote afetado.

Além da glicose, a Anvisa também suspendeu a importação de radiofármacos produzidos pelos Laboratórios Bacon S.A.I.C., empresa sediada na Argentina. Esses medicamentos são utilizados na medicina nuclear, tanto para diagnósticos por imagem quanto para tratamentos de diversas doenças, como câncer e distúrbios cardíacos.

Segundo a agência, uma inspeção realizada em setembro de 2025 constatou o descumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF) em algumas etapas da produção. As normas de BPF são essenciais para garantir que os medicamentos estejam livres de contaminações por microrganismos e que mantenham estabilidade e segurança até o uso final.

A decisão suspende os lotes fabricados a partir de 26 de setembro dos seguintes produtos: Neurobac Radiofarma, Ciprobac Radiofarma, Cloreto de Estanho Radiofarma, Disida Radiofarma, MAA Radiofarma, Pirofosfato Radiofarma, Linfofast Radiofarma, Fitato de Sódio Radiofarma, DTPA Radiofarma, Osteobac Radiofarma e Sestambi Radiofarma.

A Anvisa informou que continuará monitorando o recolhimento e a substituição dos produtos e reforçou que consumidores e profissionais de saúde devem comunicar qualquer suspeita de irregularidade por meio do sistema Notivisa, disponível em seu site oficial.

Imagem: Marcelo Camargo | Agência Brasil