
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (22) o pedido feito por Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A decisão mantém a proibição de contato entre os dois, determinada no âmbito das investigações sobre a chamada trama golpista.
Moraes justificou que o dirigente partidário segue impedido de manter contato com Bolsonaro, conforme as medidas cautelares aplicadas em agosto. O ministro lembrou que a restrição inclui “embaixadores, autoridades estrangeiras, réus e investigados” das ações penais relacionadas à tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A decisão ocorre após a Primeira Turma do STF ter reaberto, na terça-feira (21), a investigação sobre a trama golpista ligada ao PL. Por quatro votos a um, o colegiado acatou proposta de Moraes durante o julgamento que condenou integrantes do chamado Núcleo 4, grupo acusado de espalhar desinformação contra as urnas eletrônicas.
Entre os condenados está Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, ex-presidente do Instituto Voto Legal (IVL), contratado pelo PL para realizar estudos que embasaram a ação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestando o resultado das eleições de 2022. Com a reabertura da apuração, o Supremo retoma as investigações sobre organização criminosa e tentativa de golpe de Estado.
